
Justiça, apaixonante e doce "ilusão" que inebria e norteia os ultimos "Dos Quixotes" que ainda teimam e resistem no propósito de lutar por amor as causas perdiadas.
Como dissertar em favor de tal causa, se ao iniciarmos disposição de nossos argumentos, somos contraditos e prontamente freados pelas atitudes subversivas daqueles que estão legitimados a atuar no âmbito de nossa própria justiça?!
Diante exposto, comungo das idéias daqueles que acreditam em dois mundos: o real e o lúdico, onde o ser e o dever ser se conflitam constantemente evidenciando uma dualidade de largas diferenças induzindo-nos a crer na existência do concreto sem suas contradições, bem sem o mau, surrealismo versus o realismo material e inquestionavel dos fatos, no Deus sem o diabo e é claro, do justo sem o injusto.
Nós clamamos por um futuro melhor, um futuro de conto de fadas, onde no fim todos "viveram felizes para sempre", ludibriamo-nos ao ponto de pensar que contribuimos para a concretude desse "sonho", salvo engano quando o nosso "eu" vislumbra um bem maior (patrimônio). Sonhamos com um mundo, em que a filosofia humanitária se sobrepõe a filosofia da pecunia, onde o conceito de Direito se confunda com as prerrogativas da Justiça se fundindo num só corpo normativo, almeijando então promover o bem coletivo. Com isso, enchergamos a ideologia téorica cedendo seu imenso espaço a ideologia do praticar, do excercicio, do pleno gozo de nossas garantias fundamentais e facilitando por completo o acesso a justiça por de fato!
Entretanto, o homem se nutri de sentimentos hedonistas, de prepotentes demonstrações de orgulgo e poder, obtendo assim, apenas exito em construir um alicerce paltado nos mesmos sentires, e a justiça, essa se serve como mecanismo do em favor próprio.
Nossos legítimos agentes do Direito, aplicadores, legisladores, intérpretes de um modo geral vivem sob a égide do "ministério do silêncio". Aqueles que possuem legitimidade absoluta para promover justiça igualitária, se veêm vedados pela ilicitude de seus próprio atos, deixando-se por serem acometidos pela a força dos "dragões" detentores do poder instutucionalizado e em seguita do poder de compra, devendo-lhes subserviência e fidelidade.
Rui Barbosa, gênial agente do Direito certa feita deixou seu recado, definido muito bem, mesmo que implicitamente o conceito de injustiça: " Entre vós, porém moços, que estais ecutando, ainda brilha em toda sua rutilência o clarão da lâmpada sagrada, ainda arde em toda sua energia o centro do calor, a que se aquece a essencia d´alma. Vosso coração, pois, ainda incontaminado, que Deus assim o preserve."-Oração aos Moços-
Ao ultilizar o termo "incontaminado", remete-nos a vislumbrar a injustiça como uma "praga", disposta a contaminar tudo e a todos que se enterponha em seu caminho.
Jesus Cristo, detentor dos maiores e mais belos sentimentos do universo, possuidor de uma sapiência divina e de poderes exclusivos a um semi-deus, se pôs como vítima de um mau criado pelo homem, a voraz praga conhecida como injustiça, ou justiça dos homens!
Caro Diego
ResponderExcluirJustiça é o grande dilema e nossa maior carência.
Aristóteles assegurava com toda a razão que o fundamental é a virtude - não a que hoje tem carater religioso, mas a virtude aristotélica, que é interesse no bem comum - por demonstrar matematicamente essa premissa John Nash ganhou um premio Nobel, por volta dos anos 70, com a teoria conhecida como o "Equilíbrio de Nash".
Nos falta o compromisso dos profissionais da justiça com a virtude aristotélica. Carecemos desse comprometimento, para que a justiça possa ser a alavanca que transforme a nossa sociedade da ostensiva prática da impunidade aos que detem o poder econômico e/ou político.
Parabens pelo Blog - está excelente.
Grande Abraço
Carlos Dias
A teoria do "equilíbrio de Nash", muito bem lembrado Carlos. Onde ninguém leva vantagem em detrimento do outro, e todos lucram igualitariamente. Porém, a teoria realista da humanidade sobrepõe qualquer teoria que beneficie os preceitos morais e éticos, causando uma inércia nas relações sociais, onde os politicos como "deuses" legislam tipificando condutas nas quais nós, pobres mortais, temos que nos submeter, enquanto eles, repousam no nimbo, acima de tudo e de todos.
ResponderExcluirCaro Diego
ResponderExcluirO Equilíbrio de Nash, é um instrumento dos mais poderosos que se pode imaginar. Digo isso pela aplicação prática em negócios comerciais, o ambiente que pela sua essência é hostil a conceitos de equilíbrio. No entanto o respeito pelo interesse do parceiro comercial é altamente produtivo. Seguramente o seu uso na política seria igualmente produtivo, inclusive na promoção e valorização dos políticos e as respectivas instituições.
Mas fosse o equilíbrio aplicado na justiça, não teriamos uma fração das pendengas.
Grande abraço